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Fim do Boleto sem Registro Até o fim de 2016, os boletos sem registro devem deixar de ser utilizados. Esta medida faz parte do Projeto Nova Plataforma de Cobrança e foi anunciada há um ano pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

São boletos que devem ser registrados no sistema do banco. Assim, a instituição financeira possui todas as informações sobre a cobrança. Na modalidade sem registro o banco só ficava sabendo da existência de um boleto caso ele fosse pago.

Agora, para cancelamento ou alteração de informações é necessário que seja feito um envio de arquivo de remessa ao banco, contendo as informações sobre a transação.

Os bancos poderão cobrar tarifas sobre as operações, inclusive cumulativamente. Antes, a cobrança era só na liquidação do boleto, sendo a empresa isenta de qualquer taxa caso o pagamento não se concretizasse.

Na modalidade com registro, o banco pode ser o responsável pela emissão e entrega do boleto ao pagador e, embora não sejam títulos de crédito, estes boletos podem ser protestados quando associados a duplicatas mercantis ou de serviço.

Vantagens

Para as empresas e consumidores a segurança é um dos principais fatores favoráveis. Isto porque, na modalidade com registro, emissor e pagador precisam ser identificados. A empresa também consegue gerir melhor a carteira, sabendo quem pagou, o que pagou e quando pagou.

As taxas de cartões de crédito devem diminuir, sendo bem mais atrativas para as empresas e representando mais praticidade para o consumidor.

Desvantagens

Uma das desvantagens da medida para as empresas é um custo maior pois, como já falamos, o banco poderá cobrar diversas taxas (emissão, liquidação, permanência e protesto), ao contrário da utilização do boleto sem registro, em que a empresa pagava à instituição financeira somente o custo da liquidação (quando o boleto é pago). Os e-commerces, que possuem uma taxa alta de desistência de compras, deverão arcar, por exemplo, com a emissão do boleto de uma venda que pode nem ser concretizada.

Outro ponto desfavorável é a burocracia. Para gerar boletos com registro é necessário colocar CNPJ ou CPF. Então, as empresas automatizadas vão precisar adequar seus sistemas de gestão com essas informações. Atualização de dados dos pagadores também é algo que merece atenção, uma vez que precisam estar corretos nos arquivos de remessa. O arquivo de remessa é o registro dos boletos gerados e que será recebido pelo banco. Então, é fundamental que a empresa se certifique dos padrões exigidos pelos bancos com os quais trabalha.

1º Passo Atualize e mantenha atualizado o cadastro de todas as unidades (com cpf, endereço e nome completo).

2º Passo Procure sua agência bancária e converse com o seu gerente para solicitar a mudança da carteira e se informar das taxas.

Sim, e seja ágil. A Febraban dedica este ano de 2016 à migração das carteiras de cobrança para a modalidade registrada. A Federação espera que em 2017 o produto sem registro seja integralmente substituído, mas existem soluções alternativas. Entre em contato com o setor de TI ou contas a receber pelo (84) 3342-9442 ou através dos e-mails: contasareceber@serviconnatal.com.br e suporte@serviconnatal.com.br

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